Arquivos Sono - dramarynalandim.com.br https://dramarynalandim.com.br/category/sono/ Medicina Preventiva Mon, 02 Mar 2026 11:36:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://dramarynalandim.com.br/wp-content/uploads/2024/09/cropped-Ativo-6M-32x32.png Arquivos Sono - dramarynalandim.com.br https://dramarynalandim.com.br/category/sono/ 32 32 Melatonina além do sono: como esse hormônio pode ajudar no ganho de massa magra e imunidade https://dramarynalandim.com.br/melatonina-alem-do-sono/ https://dramarynalandim.com.br/melatonina-alem-do-sono/#respond Fri, 27 Feb 2026 11:32:55 +0000 https://dramarynalandim.com.br/?p=4053 Você provavelmente já conhece a melatonina como o suplemento para dormir melhor. Essa é a sua função mais famosa. Mas a biologia do nosso corpo é complexa e fascinante, e a ciência mostra que a atuação desse neurohormônio vai muito além da cama. Hoje vamos conversar sobre a melatonina além do sono: seu papel como […]

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Você provavelmente já conhece a melatonina como o suplemento para dormir melhor. Essa é a sua função mais famosa. Mas a biologia do nosso corpo é complexa e fascinante, e a ciência mostra que a atuação desse neurohormônio vai muito além da cama.

Hoje vamos conversar sobre a melatonina além do sono: seu papel como antioxidante sistêmico, sua influência direta na composição corporal e no funcionamento do sistema imunológico. 

Se você cuida da sua saúde de forma integrada, treinando, se alimentando bem e buscando longevidade, entender a melatonina em profundidade pode mudar a sua perspectiva sobre recuperação, envelhecimento e vitalidade.

Muito mais que um indutor de sono

A glândula pineal, uma estrutura minúscula localizada no centro do cérebro, produz melatonina em resposta à escuridão. Seu objetivo primário é regular o ciclo circadiano, sinalizando ao organismo que chegou o momento de descansar e iniciar os processos de reparo celular.

Mas restringir a melatonina ao papel de hormônio do sono é um erro fisiológico considerável. Estudos publicados na revista Antioxidants demonstram que ela atua como um dos mais potentes antioxidantes endógenos conhecidos — mais eficiente, em alguns contextos, do que a própria vitamina E. 

Ela percorre todo o organismo através da corrente sanguínea, atravessa membranas celulares e age diretamente dentro das mitocôndrias, onde a produção de energia acontece.

Essa capacidade de agir no interior das células é o que torna a melatonina tão especial. Ela não apenas regula o sono: ela protege a integridade celular, retarda o envelhecimento precoce e equilibra processos inflamatórios que, quando crônicos, estão na raiz de praticamente todas as doenças degenerativas modernas. 

Se você já leu sobre o conceito de inflammaging — a inflamação silenciosa que acelera o envelhecimento, vai entender por que manter níveis adequados de melatonina é uma estratégia antienvelhecimento de primeira linha.

Melatonina e imunidade: a proteção que acontece enquanto você dorme

A relação entre melatonina e imunidade é direta e bem documentada pela ciência. Durante a noite, enquanto você descansa, esse hormônio atua em múltiplas frentes de defesa do organismo.

Primeiro, ela neutraliza radicais livres, moléculas instáveis produzidas pelo metabolismo e pelo estresse oxidativo, que danificam o DNA, as proteínas e as membranas celulares. Pesquisas publicadas no Journal of Pineal Research mostram que a melatonina e seus metabólitos têm capacidade de eliminar múltiplas espécies reativas de oxigênio em cascata, um mecanismo único que nenhum outro antioxidante possui.

Segundo, ela modula a produção de citocinas, as moléculas de sinalização do sistema imune. Isso significa que ela pode tanto estimular a resposta imune quando necessário (como durante infecções) quanto conter inflamações excessivas que prejudicam os próprios tecidos saudáveis. É o que os imunologistas chamam de ação imunomoduladora, diferente de apenas “fortalecer” a imunidade, ela a equilibra.

Na prática, isso se traduz em um sistema de defesa mais eficiente: menor frequência de infecções, recuperação mais rápida quando elas ocorrem e proteção contra inflamações crônicas de baixo grau. 

E vale lembrar: o estresse crônico, tão prevalente na vida moderna, é um dos principais fatores que desequilibram tanto a melatonina quanto o sistema imune. Não por acaso, já abordamos aqui no blog como o estresse crônico desregula seus hormônios e como ele pode levar ao esgotamento adrenal, condições que comprometem diretamente a produção noturna de melatonina.

O mito da melatonina, GH e ganho de massa magra

Aqui precisamos desmistificar um erro que circula muito na internet. Existe desinformação recorrente sugerindo o uso de melatonina antes do treino físico para gerar picos de GH (hormônio do crescimento) e, assim, ampliar o ganho muscular. A fisiologia humana não funciona dessa forma, e é importante entender por quê.

O GH liberado durante o exercício tem uma função bem específica: mobilizar energia — quebrar gordura e disponibilizá-la como combustível. Ele atua como um hormônio de estresse agudo e pontual. Ele não constrói músculo durante o treino.

O anabolismo real e a hipertrofia acontecem à noite, durante o sono profundo. É nesse período que ocorre o maior pico fisiológico de GH, que age em sinergia com o IGF-1 (fator de crescimento semelhante à insulina) para reparar as fibras musculares lesadas durante o exercício. Estudos clássicos publicados no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism confirmam que mais de 70% da secreção diária de GH ocorre durante o sono de ondas lentas (sono profundo).

E é exatamente aqui que a melatonina entra como peça-chave: ela é a responsável por promover e aprofundar esse sono de qualidade. Sem melatonina suficiente, o sono profundo é comprometido, o pico noturno de GH é reduzido e, consequentemente, a recuperação e o ganho muscular ficam prejudicados. Para quem treina e quer resultados, isso tem implicações práticas enormes.

Melatonina e saúde mitocondrial: a conexão com a massa magra

Existe ainda outro mecanismo pelo qual a melatonina contribui para a composição corporal, e ele é frequentemente ignorado: a proteção mitocondrial.

As mitocôndrias são as usinas de energia das células musculares. Durante treinos intensos, elas produzem grandes quantidades de radicais livres como subproduto do metabolismo energético. Sem proteção antioxidante adequada, esse dano oxidativo mitocondrial se acumula, prejudicando a capacidade de regeneração da fibra muscular e acelerando a perda de massa magra com o envelhecimento — processo conhecido como sarcopenia.

Pesquisas recentes publicadas na Mitochondrion demonstram que a melatonina age diretamente dentro das mitocôndrias, reduzindo o estresse oxidativo local e preservando a eficiência energética celular. Uma mitocôndria saudável significa uma célula muscular que se recupera mais rápido, produz mais energia e mantém sua integridade por mais tempo.

Para as mulheres na menopausa, fase em que a perda de massa magra se acelera devido à queda dos hormônios sexuais, esse efeito protetor da melatonina assume ainda mais relevância. Já discutimos aqui as mudanças no corpo após os 50 e os melhores exercícios para mulheres na menopausa: a melatonina é mais um aliado nessa equação.

O declínio natural da melatonina com a idade

Um dado importante que poucos conhecem: a produção de melatonina declina progressivamente com o envelhecimento. A partir dos 40 anos, os níveis noturnos começam a cair de forma significativa, e após os 60, essa redução pode ser drástica. Dados do New England Journal of Medicine e de outras publicações de referência associam esse declínio ao aumento da fragmentação do sono, da inflamação crônica e da vulnerabilidade imunológica observados na terceira idade.

Isso significa que parte das queixas comuns nessa fase da vida — sono mais superficial, recuperação mais lenta, maior suscetibilidade a infecções — pode ter na queda da melatonina um fator contribuinte. Não é coincidência que a névoa mental e o cansaço que muitas mulheres relatam na menopausa frequentemente andam de mãos dadas com distúrbios do sono e alterações nos ritmos circadianos.

Como apoiar a produção natural de melatonina

Antes de pensar em suplementação, o passo mais importante é remover os obstáculos que impedem o seu corpo de produzir melatonina de forma adequada. A principal vilã: a luz azul.

Smartphones, tablets, televisões e lâmpadas LED emitem comprimentos de onda que suprimem ativamente a secreção de melatonina pela glândula pineal, enganando o cérebro ao simular a luz do dia. Estudos da Harvard Medical School mostram que apenas 2 horas de exposição à luz azul à noite podem atrasar o início da secreção de melatonina em até 3 horas.

Algumas estratégias práticas e com respaldo científico:

  • Desligue ou afaste as telas pelo menos 1 hora antes de dormir , o ideal são 90 minutos;
  • Use óculos com filtro âmbar à noite, caso precise usar dispositivos eletrônicos;
  • Mantenha o quarto completamente escuro, até a luz do roteador ou do despertador pode ser suficiente para reduzir a produção de melatonina;
  • Exponha-se à luz solar pela manhã, isso âncora o ciclo circadiano e melhora a produção noturna do hormônio. Já falamos sobre isso detalhadamente no artigo sobre ciclo circadiano e como a luz da manhã regula seu cortisol;
  • Cuide do intestino: existe produção extrapineal de melatonina no trato gastrointestinal, e a saúde intestinal influencia esses mecanismos.

Atenção ao uso e dosagem: a suplementação exige critério

Quando a base comportamental está ajustada e ainda assim há sinais de deficiência, a suplementação pode ser considerada — mas com seriedade e avaliação médica individualizada.

O mercado brasileiro oferece melatonina em diferentes concentrações, e as doses variam muito. Doses excessivas não significam mais benefícios: pelo contrário, podem suprimir a produção endógena e gerar um efeito rebote, piorando o sono, a disposição e a recuperação muscular a médio prazo. Revisões publicadas no Sleep Medicine Reviews indicam que doses fisiológicas baixas (entre 0,5 mg e 1 mg) costumam ser mais eficazes do que as doses altas (5 mg ou mais) comuns no varejo, especialmente para ajuste do ciclo circadiano.

A forma de administração e o horário também importam. A melatonina de liberação imediata age rapidamente e é mais indicada para induzir o início do sono; formulações de liberação prolongada podem beneficiar pessoas que acordam no meio da noite. Esses detalhes só podem ser definidos em uma avaliação clínica criteriosa.

Assim como acontece com avitamina D, cujos níveis ideais também dependem de avaliação laboratorial e contexto clínico individualizado. A melatonina não deve ser suplementada por conta própria de forma indiscriminada.

Perguntas frequentes 

Tomar melatonina engorda? Não. O ganho de peso está associado ao sono de má qualidade, ao desequilíbrio metabólico e ao aumento do cortisol noturno. A melatonina, ao melhorar o sono e a recuperação metabólica, tende a contribuir positivamente para a manutenção do peso saudável.

Posso tomar melatonina de dia para melhorar a imunidade? Não é recomendado. O uso diurno desregula o ciclo circadiano, causa sonolência excessiva e prejudica a produção natural noturna. A ação imunomoduladora da melatonina depende justamente de ela estar agindo no contexto do sono noturno e da biologia circadiana.

A suplementação substitui bons hábitos de sono? De forma alguma. A suplementação funciona como apoio temporário ou complementar em casos específicos. A redução da exposição à luz artificial à noite, a manutenção de horários regulares de sono e a prática de uma rotina noturna calma são passos fundamentais e inegociáveis que nenhum suplemento substitui.

Melatonina pode ser usada por jovens e atletas? Em jovens saudáveis, a produção endógena costuma ser adequada. O uso indiscriminado pode interferir no eixo hormonal. Em atletas de alta performance, a avaliação do sono e da recuperação deve ser feita por um profissional de saúde. Ele deve considerar o contexto individual de treino, estresse e nutrição.

Cuide da sua biologia de forma integral

Se você sente que a sua recuperação muscular está lenta, sua imunidade falha com frequência, o cansaço não passa com o descanso ou o seu sono simplesmente não te restaura, seu corpo está pedindo atenção. Esses sinais raramente têm uma causa isolada, eles costumam refletir um desequilíbrio sistêmico que envolve hormônios, sono, estresse e estilo de vida.

Cuidar da sua biologia de forma integral é o melhor caminho para envelhecer com saúde, vitalidade e massa muscular preservada. Agende uma consulta para avaliarmos a sua rotina, o seu metabolismo, os seus exames e a necessidade real de suplementação. Vamos cuidar do seu corpo de verdade.

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A relação entre sono de qualidade e energia: dicas para dormir melhor https://dramarynalandim.com.br/sono-de-qualidade-e-energia/ https://dramarynalandim.com.br/sono-de-qualidade-e-energia/#respond Fri, 23 Aug 2024 05:11:00 +0000 https://dramarynalandim.com.br/?p=3048 Ter um sono de qualidade é fundamental para manter altos níveis de energia e um bem-estar geral. A relação entre sono de qualidade e energia é especialmente importante para as mulheres após os 40 anos, quando problemas relacionados ao sono se tornam mais comuns devido às mudanças hormonais e outros fatores fisiológicos.  A falta de […]

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Ter um sono de qualidade é fundamental para manter altos níveis de energia e um bem-estar geral. A relação entre sono de qualidade e energia é especialmente importante para as mulheres após os 40 anos, quando problemas relacionados ao sono se tornam mais comuns devido às mudanças hormonais e outros fatores fisiológicos. 

A falta de sono adequado não só afeta a energia durante o dia, mas também pode ter consequências graves para a saúde mental e física. O sono de qualidade é essencial para a regeneração celular, o equilíbrio hormonal e a recuperação do corpo, e sua falta pode resultar em fadiga crônica, diminuição da função cognitiva e maior suscetibilidade a doenças.

Com o passar dos anos, muitas mulheres relatam uma diminuição na qualidade do sono, o que impacta diretamente seus níveis de energia. Problemas como insônia, apneia do sono e despertares noturnos frequentes se tornam mais comuns, muitas vezes ligados às flutuações hormonais que ocorrem durante a menopausa. 

A qualidade do sono não afeta apenas a disposição física, mas também a capacidade de concentração, o humor e a resposta ao estresse. Portanto, entender e melhorar a relação entre sono de qualidade e energia é essencial para manter uma vida ativa e saudável.

A importância do sono de qualidade para a energia e o bem-estar geral

O sono desempenha um papel essencial na manutenção da saúde física e mental. Durante o sono, o corpo passa por processos de reparação e rejuvenescimento, que são essenciais para manter os níveis de energia elevados ao longo do dia. 

O sono de qualidade e energia estão intimamente ligados, pois é durante o sono profundo que ocorrem a reparação dos tecidos, a síntese de proteínas e o fortalecimento do sistema imunológico. Além disso, o sono é essencial para o equilíbrio hormonal, incluindo a produção de hormônios como o cortisol e a melatonina, que regulam o ritmo circadiano e a resposta ao estresse.

Quando o sono é interrompido ou insuficiente, esses processos são comprometidos, resultando em uma sensação de cansaço e falta de energia ao longo do dia. A privação de sono também afeta a função cognitiva, prejudicando a memória, a concentração e a capacidade de tomar decisões. 

Além disso, a falta de sono de qualidade pode aumentar os níveis de cortisol, o que leva ao estresse crônico e pode afetar negativamente a saúde metabólica, contribuindo para o ganho de peso e outros problemas de saúde.

Estudos têm mostrado que pessoas que mantêm uma rotina de sono consistente e de qualidade têm melhores níveis de energia, menor risco de doenças crônicas e maior longevidade. Portanto, investir na qualidade do sono não é apenas uma questão de melhorar o humor ou a produtividade, mas sim um componente vital para uma vida saudável e equilibrada.

Problemas comuns de sono em mulheres após os 40 anos

À medida que as mulheres envelhecem, especialmente após os 40 anos, surgem mudanças significativas na qualidade do sono. Essas alterações estão frequentemente associadas às flutuações hormonais que ocorrem durante a menopausa, que podem interferir na capacidade de adormecer e permanecer dormindo. O declínio nos níveis de estradiol, por exemplo, pode causar ondas de calor noturnas, suores e palpitações, que são fatores disruptivos do sono.

Outro problema comum é a insônia, que pode ser causada tanto por fatores hormonais quanto por estresse e ansiedade, que tendem a aumentar nesta fase da vida. A insônia não só reduz a quantidade de sono, mas também sua qualidade, resultando em sonolência diurna, irritabilidade e dificuldade em manter o foco. 

Além disso, a apneia do sono, um distúrbio caracterizado pela interrupção temporária da respiração durante o sono, também se torna mais prevalente com a idade e pode levar a um sono não restaurador.

Esses problemas de sono não só afetam o bem-estar diário, mas também aumentam o risco de desenvolver doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e depressão. Portanto, é vital que as mulheres compreendam essas mudanças e adotem estratégias para melhorar a qualidade do sono, garantindo assim uma melhor saúde e longevidade.

Dicas de higiene do sono para melhorar a qualidade do sono

Melhorar a qualidade do sono é essencial para garantir níveis ideais de energia e bem-estar geral. Uma das estratégias mais eficazes é adotar práticas de higiene do sono, que envolvem uma série de hábitos e mudanças no estilo de vida que promovem um sono mais profundo e restaurador.

Primeiro, é importante manter uma rotina regular de sono, indo para a cama e acordando no mesmo horário todos os dias, inclusive nos finais de semana. Isso ajuda a regular o relógio biológico e promove um ciclo de sono-vigília consistente. Além disso, criar um ambiente de sono confortável e tranquilo é fundamental. Certifique-se de que o quarto esteja escuro, silencioso e com uma temperatura agradável. O uso de cortinas blackout, máscaras de sono e tampões de ouvido pode ajudar a eliminar distrações.

Evitar o uso de eletrônicos antes de dormir também é vital, pois a luz azul emitida por telas de celulares, tablets e computadores pode interferir na produção de melatonina, o hormônio que regula o sono. 

Substitua esses dispositivos por atividades relaxantes, como ler um livro ou tomar um banho morno, que ajudam a sinalizar ao corpo que é hora de dormir. Além disso, manter uma alimentação equilibrada, evitando refeições pesadas ou estimulantes perto da hora de dormir, pode contribuir para um sono de qualidade e energia renovada no dia seguinte.

Leia também::: Saúde intestinal e energia: como um microbioma saudável pode elevar sua disposição

Tenha mais saúde

A relação entre sono de qualidade e energia é clara e impacta diretamente a qualidade de vida, especialmente para as mulheres que enfrentam mudanças hormonais após os 40 anos. 

Problemas de sono são comuns, mas podem ser gerenciados e até evitados com práticas de higiene do sono e uma abordagem consciente para melhorar a qualidade do descanso. Investir em um sono de qualidade não só aumenta a energia durante o dia, mas também promove a saúde geral e a longevidade.

E se você deseja melhorar a qualidade do seu sono e ter mais energia, por meio de uma medicina preventiva, clique no botão abaixo e agende uma consulta!

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A relação entre a saúde intestinal e a qualidade do sono https://dramarynalandim.com.br/saude-intestinal-e-a-qualidade-do-sono/ https://dramarynalandim.com.br/saude-intestinal-e-a-qualidade-do-sono/#respond Fri, 26 May 2023 11:00:00 +0000 https://dramarynalandim.com.br/?p=1600 A relação entre saúde intestinal e a qualidade do sono é pouco explorada, mas tem um papel fundamental na saúde das pessoas.  Nosso microbioma intestinal, um ecossistema com trilhões de bactérias e outros microrganismos que habitam nosso intestino, desempenha diversas funções no nosso organismo.  O microbioma intestinal não é estático. Ele muda com base em […]

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A relação entre saúde intestinal e a qualidade do sono é pouco explorada, mas tem um papel fundamental na saúde das pessoas. 

Nosso microbioma intestinal, um ecossistema com trilhões de bactérias e outros microrganismos que habitam nosso intestino, desempenha diversas funções no nosso organismo. 

O microbioma intestinal não é estático. Ele muda com base em muitos fatores, incluindo a dieta, o exercício, o sono e o estresse. Sim, até o sono tem um papel fundamental na saúde do seu intestino. 

Agora, você deve estar se perguntando como essas duas coisas estão relacionadas. Vamos descobrir juntos?

A fascinante ligação entre o intestino e o sono

Nosso cérebro e intestino estão em constante comunicação, em uma relação simbiótica chamada eixo cérebro-intestino. 

O interessante é que, nesse diálogo, nossas bactérias intestinais podem afetar aspectos como humor, apetite, níveis de estresse e, claro, o sono.

Diversos estudos científicos vêm explorando essa conexão. Uma pesquisa revelou que a diversidade do nosso microbioma – a variedade de bactérias que temos em nosso intestino – pode impactar a qualidade do sono. 

Neste estudo, foi observado que um maior número de diferentes tipos de bactérias se correlaciona com tempos de sono mais longos e melhor eficiência do sono. Fascinante, não é?

Como a falta de sono afeta nossa saúde intestinal?

Do mesmo modo que a saúde do intestino pode afetar o sono, a falta de sono também pode prejudicar nossa saúde intestinal. 

Estudos mostram que a privação de sono está associada a um maior risco de problemas como obesidade, diabetes tipo 2 e doenças gastrointestinais.

Em um estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh, foi descoberto que a privação de sono pode afetar adversamente a composição do microbioma intestinal, resultando em desequilíbrios que podem contribuir para diversas doenças. 

A privação de sono também pode influenciar as escolhas alimentares que fazemos, afetando diretamente o nosso microbioma.

Melhorando a saúde intestinal para um sono de qualidade

Então, o que podemos fazer para melhorar nossa saúde intestinal e, consequentemente, a qualidade do sono? Aqui vão algumas dicas.

Em primeiro lugar, a alimentação tem um papel crucial. Alimentos vegetais minimamente processados são amigáveis para os “bons” microrganismos do nosso intestino. 

Tente incluir uma grande variedade de plantas na sua dieta, com pelo menos 30 tipos diferentes de vegetais a cada semana. 

Frutas, vegetais, nozes, sementes, alimentos prebióticos, leguminosas, grãos integrais e alimentos probióticos são todos bem-vindos em nosso cardápio para um intestino saudável.

Individualidade e o microbioma intestinal

Por último, lembre-se de que cada organismo é único e responde de maneira diferente aos alimentos. 

Por isso, a orientação personalizada de um profissional de saúde é essencial para entender quais alimentos são mais benéficos para o seu intestino.

Em um estudo realizado pela Universidade de Harvard, foi identificado que pessoas com diferentes perfis de microbioma intestinal podem responder de maneiras distintas à mesma dieta. 

Isso reforça a importância de um acompanhamento individualizado quando se trata de nutrição e saúde intestinal.

A importância de um bom sono

Finalmente, nunca é demais reforçar a importância de um sono de qualidade. Um sono ruim não apenas afeta nosso humor e nível de energia, mas também está associado a um risco aumentado de várias condições de saúde graves.

Um estudo da Universidade de Surrey, no Reino Unido, mostrou que apenas uma semana de privação de sono pode resultar em alterações genéticas que afetam o sistema imunológico, o metabolismo e a resposta ao estresse. 

Por isso, ao cuidar do seu intestino, você estará cuidando também do seu sono e da sua saúde como um todo.

Cuide da sua saúde intestinal

A saúde intestinal e a qualidade do sono são dois pilares fundamentais do bem-estar. Alimentar-se bem e dormir bem não são apenas prazeres da vida, mas também são essenciais para a manutenção de uma boa saúde.

Espero que este artigo tenha ajudado a iluminar a maravilhosa relação entre esses dois aspectos tão importantes da nossa saúde. Nunca se esqueça: cuidar de si mesmo é o primeiro passo para viver uma vida saudável e feliz. 

E se deseja mais informações como esta da relação entre saúde intestinal e a qualidade do sono, confira também meu ebook “O Guia do Sono Reparador”. É só clicar abaixo!

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A importância do sono para a prevenção de doenças https://dramarynalandim.com.br/sono-e-prevencao-de-doencas/ https://dramarynalandim.com.br/sono-e-prevencao-de-doencas/#respond Fri, 14 Apr 2023 11:00:00 +0000 https://dramarynalandim.com.br/?p=1575 O sono é um dos principais pilares da saúde, desempenhando um papel crucial na prevenção de doenças. No entanto, a população brasileira tem enfrentado crescentes dificuldades em relação à qualidade e à quantidade do sono.  Segundo dados da Associação Brasileira do Sono (ABS), cerca de 73 milhões de brasileiros sofrem de insônia, enquanto 43% apresentam […]

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O sono é um dos principais pilares da saúde, desempenhando um papel crucial na prevenção de doenças. No entanto, a população brasileira tem enfrentado crescentes dificuldades em relação à qualidade e à quantidade do sono. 

Segundo dados da Associação Brasileira do Sono (ABS), cerca de 73 milhões de brasileiros sofrem de insônia, enquanto 43% apresentam algum distúrbio do sono. 

No artigo que compartilho com vocês abaixo, abordo a relação entre o sono e a prevenção de doenças, destacando a importância de se investir em um descanso adequado para garantir uma vida mais saudável e produtiva aos brasileiros.


Vamos conferir?

A falta de sono pode deixá-lo doente?

O papel do sono para a prevenção de doenças é bastante conhecido. Não dormir o suficiente pode aumentar o risco de infecções e doenças, porque a perda de sono interrompe o funcionamento saudável do sistema imunológico. 

Adultos normalmente precisam de sete a nove horas de sono por noite, enquanto crianças e adolescentes precisam de mais. Distúrbios do sono, como apneia obstrutiva do sono e insônia, também podem fazer com que as pessoas durmam menos do que precisam. 

O sono insuficiente pode levar à infecção por doenças contagiosas. A perda de sono pode tornar as pessoas mais suscetíveis a pegar um resfriado comum. 

E dormir menos de sete horas pode colocar as pessoas em um risco quase três vezes maior de adoecer após a exposição a um vírus respiratório comum. 

A perda de sono também está associada a condições crônicas de saúde, incluindo diabetes, doenças cardíacas, hipertensão e derrame. Tanto a falta de sono a curto quanto a longo prazo podem afetar negativamente o sistema imunológico.

Como o sono beneficia o sistema imunológico?

O sono beneficia o sistema imunológico, ajudando o corpo a se recuperar de infecções e doenças e preparando-se para os próximos desafios. 

O sistema imunológico produz continuamente células para proteger o corpo de patógenos. Durante o sono, algumas células imunes são redistribuídas, movendo-se por todo o corpo. 

Por exemplo, as células que combatem infecções se movem para os gânglios linfáticos, um sistema de glândulas em vários locais do corpo que dão suporte ao sistema imunológico.

Durante o sono também acontecem alterações hormonais que promovem uma série de processos imunológicos. Exemplos de processos imunológicos influenciados por hormônios incluem inflamação e desenvolvimento de anticorpos.

A inflamação no corpo atinge o pico durante o sono. A inflamação noturna prepara o corpo para combater as fontes de infecção no dia seguinte. A formação de anticorpos ocorre principalmente durante o sono profundo. 

Efeitos da Perda de Sono no Sistema Imunológico

Como o sono é vital para o bom funcionamento do sistema imunológico, a privação do sono pode colocar as pessoas em maior risco de adoecer.

  • Atividade reduzida dos glóbulos brancos: certos glóbulos brancos ajudam o corpo a matar as células tumorais. Mesmo uma noite de apenas quatro horas de sono pode reduzir a atividade dessas células para cerca de 70%. 
  • Menos glóbulos brancos nos gânglios linfáticos: A perda de sono de curto e longo prazo pode reduzir o número de glóbulos brancos nos gânglios linfáticos, reduzindo o poder de combate do sistema imunológico contra patógenos.
  • Células inflamatórias aumentadas: os níveis de células inflamatórias podem aumentar com a perda de sono a longo prazo e mesmo após apenas uma noite de sono insuficiente. O aumento da inflamação pode levar ao desenvolvimento de doenças cardíacas e distúrbios metabólicos, como diabetes. 
  • Baixa produção de anticorpos: A perda de sono pode resultar em uma resposta reduzida à vacinação. As pessoas que dormem as horas recomendadas após a vacinação podem gerar níveis mais altos de anticorpos do que as pessoas com sono restrito. 

Leia também::: Qual o papel da vitamina D no nosso corpo?

Durma melhor e tenha uma vida mais saudável

Como fica claro, a relação entre o sono e a prevenção de doenças é indiscutível e de suma importância para a manutenção da saúde e bem-estar. 

Dessa forma, é fundamental que cada indivíduo priorize a qualidade e a quantidade do sono em sua rotina, adotando hábitos saudáveis e buscando ajuda profissional quando necessário. 

Dessa forma, investir no sono é investir em uma vida mais saudável, produtiva e, consequentemente, na prevenção de doenças que podem comprometer a qualidade de vida.

Por fim, espero que a relação entre sono e prevenção de doenças tenha sido clara e, para ampliar mais seu conhecimento acerca do tema, baixe meu e-book “O Guia do Sono Reparador” clicando abaixo!

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Um tempo de despertar consistente é benéfico para sua saúde? https://dramarynalandim.com.br/despertar-consistente-e-bom-para-a-saude/ https://dramarynalandim.com.br/despertar-consistente-e-bom-para-a-saude/#respond Fri, 23 Dec 2022 11:00:00 +0000 https://dramarynalandim.com.br/?p=1397 Você tem um horário para despertar consistente todos os dias? Sabia que adotar esta rotina também proporciona benefícios para a sua saúde? O sono desempenha um papel muito importante na nossa saúde geral. Dormir bem, pelo menos 8 horas por noite, em um quarto escuro e confortável, é sinônimo de melhor qualidade de vida. Mas […]

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Você tem um horário para despertar consistente todos os dias? Sabia que adotar esta rotina também proporciona benefícios para a sua saúde?

O sono desempenha um papel muito importante na nossa saúde geral. Dormir bem, pelo menos 8 horas por noite, em um quarto escuro e confortável, é sinônimo de melhor qualidade de vida.

Mas assim como devemos dar atenção ao horário que vamos para a cama, devemos também estar atentos à nossa rotina de despertar, criando um hábito consistente. Para explicar a importância disso, confira o artigo que compartilho abaixo!

Por que é importante ter um horário consistente para acordar?

A hora em que você acorda pela manhã pode ser considerada a âncora para o seu dia seguinte. 

Seu ritmo circadiano, também conhecido como relógio biológico, é guiado pelos horários de acordar, e não pelos horários de dormir. 

Esse ritmo circadiano depende da consistência para que seu corpo aprenda quando deve estar acordado e quando deve dormir.

Um horário irregular para acordar, seja no fim de semana ou após uma noite mal dormida, pode confundir seu relógio biológico e afetar sua saúde e bem-estar geral. 

Ao acordar no mesmo horário todos os dias, pode ajudá-lo a dormir melhor à noite, além de muitos outros benefícios para a saúde.

Como ter um horário consistente para acordar

Colocar-se em uma nova rotina de sono nem sempre é fácil, mas vale a pena e depois de algum tempo se tornará natural e normal. 

Para definir um horário de despertar consistente, você deve acordar no mesmo horário todos os dias, mesmo nos fins de semana e dias de folga.

Eventualmente, você provavelmente chegará a um estágio em que não precisará de um alarme para acordá-lo, pois seu corpo acordará naturalmente, mas, para começar, um despertador é uma boa ideia. 

Pense no seu corpo e nas suas necessidades e escolha um horário de despertar que seja realista de manter. Escolha um horário que não seja muito cedo ou inconsistente com seu padrão natural típico nos últimos tempos.

Leia também::: Dicas para proteger seu sistema imunológico

Quais são os benefícios de um horário consistente para acordar?

Definir um horário de despertar consistente traz muitos benefícios para sua saúde e bem-estar geral. Alguns dos principais benefícios de um horário de despertar consistente incluem:

Dormir melhor

Quando você acorda no mesmo horário todos os dias e define um ritmo circadiano regular, terá um sono melhor em geral. 

Será mais fácil acordar de manhã com menos tempo apertando o botão soneca. Adormecer também se tornará mais fácil e aqueles que sofrem de insônia geralmente têm menos problemas para dormir. 

No geral, sua privação de sono diminuirá e você não sentirá a necessidade de dormir ou tirar uma soneca durante o dia para recuperar o atraso.

Aprimoramento do estado de alerta e produtividade

Quando seu corpo está bem descansado e funcionando de maneira ideal, ele pode melhorar o estado de alerta e a produtividade. 

Você terá uma dependência reduzida da cafeína para mantê-lo alerta ao longo do dia e se sentir mais acordado e preparado para o dia seguinte. 

Em contrapartida, a fadiga pode afetar a motivação, a produtividade e a clareza mental e, ao acordar no mesmo horário todos os dias, pode deixá-lo inspirado e revigorado ao longo do dia.

Humor melhorado

A falta de sono ou uma vida desorganizada podem causar emoções fortes e mau-humor. Ter uma rotina definida pode ajudar a melhorar o seu humor, reduzindo o estresse e a irritabilidade. 

Hábitos positivos, como por exemplo um horário consistente para acordar, podem ajudar a mantê-lo focado e trazer mais clareza para quaisquer desafios que a vida possa apresentar. 

Melhores hábitos de sono melhorarão seu humor geral e farão você se sentir mais feliz e satisfeito todos os dias.

Melhor saúde

O corpo precisa de um sono regular e de qualidade para funcionar adequadamente, e ter um horário consistente para acordar pode ajudar a melhorar a saúde geral. 

Além disso, seu sistema imunológico será capaz de funcionar melhor e seu corpo obterá energia e descanso suficientes para se reparar e combater doenças. 

Um bom padrão de sono também pode diminuir a dor e fazer com que você se sinta melhor.

Digestão Melhorada

O ritmo circadiano do corpo ajuda a equilibrar o sistema digestivo e o metabolismo. Afinal, um corpo bem descansado se beneficiará do funcionamento adequado da glândula tireoide e dos hormônios, o que ajuda a desencadear a fome e a digestão. 

Quando você está dormindo o suficiente e tem um horário de sono saudável, isso pode ajudá-lo a fazer escolhas alimentares mais saudáveis.

Leia também::: A conexão de estresse, sono e imunidade

Assuma o controle do seu sono

Nunca houve um momento melhor para assumir o controle do seu sono. Por isso, defina o seu alarme e prepare-se para transformar o seu despertar em algo natural e agradável.

Por fim, espero que tenha compreendido a importância de ter um horário de despertar e seus benefícios para a saúde. E para mais informações como esta, siga também meu canal do YouTube!

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Você é daqueles que sente vontade de fazer xixi à noite? Saiba que isso não é normal e pode ser um sinal de que há algo errado com seu organismo.

Estudos descobriram que 69% dos homens e 76% das mulheres com mais de 40 anos relatam levantar-se para ir ao banheiro pelo menos uma vez por noite. Cerca de um terço dos adultos com mais de 30 anos vão duas ou mais vezes ao banheiro todas as noites.

Mas apesar de relativamente comum, essa vontade de fazer xixi à noite precisa ser investigada, principalmente se vem afetando sua qualidade de vida, ao fazer você perder o sono e sentir-se cansado durante o dia.

No artigo que compartilho abaixo, falo mais sobre essa condição, e o que você pode fazer para evitar essa ida frequente ao banheiro. Confira!

A noctúria

Noctúria descreve a necessidade de acordar à noite para urinar. É um sintoma de outras condições, não uma doença em si.

De acordo com as definições técnicas, uma pessoa tem noctúria se sair da cama para urinar uma ou mais vezes por noite. Por esse padrão, a noctúria é generalizada. 

No entanto, muitas pessoas podem não achar um despertar problemático. Noctúria tende a ser mais incômoda quando uma pessoa acorda duas ou mais vezes e/ou se tem dificuldade em voltar a dormir.

Noctúria não é a mesma coisa que enurese noturna. Ao contrário da noctúria, que envolve acordar e reconhecer a necessidade de urinar, a enurese normalmente ocorre involuntariamente e sem a sensação de estar com a bexiga cheia.

Leia também::: Enxaqueca em mulheres? Saiba como evitar

Distúrbios do sono como causa

Quando estamos dormindo, um corpo saudável suprime naturalmente a urina liberando um hormônio antidiurético. Mas se não estamos realmente dormindo, nossos cérebros não estão recebendo o sinal de que não é hora de fazer xixi.

E se você está acordando para fazer xixi várias vezes à noite, provavelmente não está dormindo o sono que seu corpo e mente precisam para estar no seu melhor. 

Despertares noturnos frequentes, independentemente da causa, provocam uma interrupção em seus ciclos de sono. Nosso corpo deve passar por quatro estágios de sono por noite, mas o que acontece com despertares frequentes é que você pode apenas mal ou nunca alcançar o sono de ondas lentas não REM e REM.

O sono de ondas lentas, ou sono profundo, é responsável pela produção de hormônios de crescimento, reparo tecidual e plasticidade sináptica (em outras palavras, a capacidade do nosso cérebro de processar e armazenar informações). 

REM, o estágio do sono em que experimentamos sonhos intensos, regula o humor, o aprendizado e a memória.

Importante saber que déficits de sono REM estão ligados a menor qualidade de vida, morte prematura, problemas cognitivos, como perda de memória e até pressão alta. 

Um estudo recente publicado no JAMA Neurology também descobriu que um déficit de REM pode colocar as pessoas em um risco 13% maior de ataques cardíacos, o que apoia pesquisas anteriores.

Pratique uma boa higiene do sono

Preparar-se para uma boa noite de sono pode ajudar a combater a insônia, que pode ser parte do motivo pelo qual você está acordando à noite para fazer xixi. 

Aliás, muitas pessoas com insônia pensam que precisam ir ao banheiro à noite, mas quando se levantam para ir, produzem uma quantidade mínima de xixi. 

Isso pode significar que a insônia, e não a noctúria, é na verdade a culpada e pode ser causada por uma série de razões diferentes. 

Certifique-se de praticar uma boa higiene do sono para estimular um ritmo circadiano funcional (que é o relógio natural do seu corpo) e garantir que você não esteja sabotando seu próprio sono. Abaixo, compartilho algumas dicas que podem ajudar:

  • Limite os cochilos diurnos a 30 minutos
  • Evite estimulantes como cafeína e nicotina perto da hora de dormir.
  • Defina um horário consistente para dormir e acordar.
  • Exercite-se regularmente (mas não antes de dormir)
  • Evite alimentos que possam ser perturbadores logo antes de dormir (como alimentos picantes, pesados, gordurosos…)
  • Reserve a cama para dormir e fazer sexo
  • Estabeleça uma rotina regular e relaxante para dormir
  • Mantenha seu quarto silencioso, confortável e escuro.

Leia também::: O que causa os fogachos na menopausa?

Importância do sono para sua saúde

Como vimos, o sono e sua qualidade desempenham papel fundamental na vontade de fazer xixi à noite. Quanto pior nosso sono, maior pode ser a vontade de ir ao banheiro.

É por isso que caso suas idas ao banheiro estejam além do normal e lhe causando cansaço durante o dia, procure seu médico. Ele poderá lhe ajudar a investigar as causas exatas e determinar o tratamento mais assertivo.

E para ampliar ainda mais a discussão em torno deste tema, compartilho com vocês também um vídeo que preparei para meu canal do Youtube, onde falo mais sobre o xixi à noite e sua relação com o sono.

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Se come bem e se exercita regularmente, mas não dorme o suficiente todas as noites, pode estar prejudicando todos os seus outros esforços.

E não estou sendo dramática não! O sono é crucial para a nossa saúde — e muitos de nós estão carentes quando se trata disso.  

Quem me acompanha sabe o quanto defendo as boas e revigorantes noites de sono para termos mais saúde. Inclusive, sobre o papel da melatonina em nosso organismo.

É por isso que preparei este artigo hoje, falando sobre o que acontece com seu corpo quando não dorme o suficiente. Para conferir, é só seguir a leitura!

A importância do sono

Seu corpo precisa dormir, assim como precisa de ar e comida para funcionar da melhor maneira possível. 

Durante o sono, seu corpo se cura e restaura seu equilíbrio químico. Seu cérebro cria novas conexões de pensamento e ajuda na retenção da memória.

Sem sono suficiente, seus sistemas cerebrais e corporais não funcionarão normalmente. Também pode diminuir drasticamente sua qualidade de vida.

Inclusive, um estudo descobriu que dormir muito pouco à noite aumenta o risco de morte precoce.

Estimulantes, como a cafeína, não são suficientes para anular a profunda necessidade de sono do seu corpo. Na verdade, isso pode piorar a privação do sono, tornando mais difícil adormecer à noite.

Isso, por sua vez, pode levar a um ciclo de insônia noturna seguido de consumo diurno de cafeína para combater o cansaço causado pelas horas perdidas de olhos fechados.

Nos bastidores, a privação crônica do sono pode interferir nos sistemas internos do seu corpo e causar diversos sintomas que afetarão diretamente sua qualidade de vida e bem-estar.

Leia também::: 7 medicamentos naturais para vencer a insônia

Os impactos se você não dormir o suficiente

O ideal é dormir ao menos mais de 7 horas por noite. E mais que isso, é preciso que este sono seja de qualidade, para que no outro dia sinta-se disposto e recuperado.

Caso contrário, os efeitos de não dormir o suficiente podem causar:

Sistema nervoso central

Seu sistema nervoso central é a principal via de informação do seu corpo. O sono é necessário para mantê-lo funcionando corretamente, mas a insônia crônica pode atrapalhar a forma como seu corpo geralmente envia e processa informações.

Durante o sono, caminhos se formam entre as células nervosas (neurônios) em seu cérebro que o ajudam a lembrar de novas informações que você aprendeu. A privação do sono deixa seu cérebro exausto, então ele não pode cumprir suas funções também.

Você também pode achar mais difícil se concentrar ou aprender coisas novas. Os sinais que seu corpo envia também podem ser atrasados, diminuindo sua coordenação e aumentando o risco de acidentes.

Mas a privação do sono também afeta negativamente suas habilidades mentais e estado emocional. Por exemplo você pode se sentir mais impaciente ou propenso a mudanças de humor. Também pode comprometer os processos de tomada de decisão e a criatividade.

Sistema imune

Enquanto você dorme, seu sistema imunológico produz substâncias protetoras que combatem infecções, como anticorpos e citocinas. Ele usa essas substâncias para combater invasores nocivos como bactérias e vírus.

Certas citocinas também ajudam a dormir, dando ao seu sistema imunológico mais eficiência para defender seu corpo contra doenças.

A privação do sono impede que seu sistema imunológico aumente suas forças. Aliás, se você não dormir o suficiente, seu corpo pode não ser capaz de se defender de invasores e também pode levar mais tempo para você se recuperar de uma doença.

A privação de sono a longo prazo também aumenta o risco de doenças crônicas, como diabetes mellitus e doenças cardíacas.

Sistema respiratório

A relação entre o sono e o sistema respiratório é bilateral. Por exemplo, um distúrbio respiratório noturno chamado apneia obstrutiva do sono (AOS) pode interromper e diminuir a qualidade do sono.

Ao acordar durante a noite, isso pode causar privação do sono, o que o deixa mais vulnerável a infecções respiratórias, como resfriados e gripes comuns. 

A privação do sono também pode piorar as doenças respiratórias existentes, como doenças pulmonares crônicas.

Sistema digestivo

Além de comer demais e não se exercitar, a privação do sono é outro fator de risco para o excesso de peso e obesidade. 

O sono afeta os níveis de dois hormônios, leptina e grelina, que controlam a sensação de fome e saciedade.

Igualmente, a leptina diz ao seu cérebro que você já comeu o suficiente. Sem dormir o suficiente, seu cérebro reduz a leptina e aumenta a grelina, que é um estimulante do apetite. 

Mas o fluxo desses hormônios pode explicar os lanches noturnos ou por que alguém pode comer demais no final da noite.

A falta de sono também pode fazer você se sentir muito cansado para se exercitar. Com o tempo, a atividade física reduzida pode fazer você ganhar peso porque você não está queimando calorias suficientes e não construindo massa muscular.

Sistema cardiovascular

O sono afeta os processos que mantêm o coração e os vasos sanguíneos saudáveis, incluindo aqueles que afetam os níveis de açúcar no sangue, pressão arterial e inflamação. 

Mas também desempenha um papel vital na capacidade do seu corpo de curar e reparar os vasos sanguíneos e o coração.

Ou seja, as pessoas que não dormem o suficiente são mais propensas a ter doenças cardiovasculares. Uma análise ligou a insônia a um risco aumentado de infarto e derrame.

Sistema endócrino

A produção de hormônios depende do seu sono. Afinal, para a produção de testosterona, você precisa de pelo menos 3 horas de sono ininterrupto, que é aproximadamente o momento do seu primeiro episódio de REM. Acordar durante a noite pode afetar a produção de hormônios.

Essa interrupção também pode afetar a produção do hormônio do crescimento, principalmente em crianças e adolescentes. 

Esses hormônios ajudam o corpo a construir massa muscular e reparar células e tecidos, além de outras funções de crescimento.

A glândula pituitária libera o hormônio do crescimento ao longo de cada dia, mas o sono e o exercício adequados também ajudam na liberação desse hormônio.

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Durma bem e tenha mais saúde

Como pode acompanhar até aqui, dormir bem é fundamental para uma boa saúde. Em contrapartida, quando você não dorme o suficiente à noite, diversas áreas do seu corpo são impactadas negativamente.

Por isso, procure ir para a cama mais cedo, preferencialmente antes das 22 horas, evite telas antes de dormir, mantenha o quarto o mais escuro, silencioso e confortável durante a noite. Assim, conseguirá dar o descanso que tanto precisa.

Por fim, espero que tenha gostado do artigo sobre o que acontece com seu corpo quando não dorme o suficiente e, para mais dicas e muita informação, siga também minhas redes sociais. Estou no Instagram, Facebook e Youtube!

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A insônia é um distúrbio do sono comum em que uma pessoa tem dificuldade em adormecer. Por isso, buscar medicamentos naturais para vencer a insônia pode ser uma excelente alternativa para quem luta contra este problema.

As pessoas que sofrem deste distúrbio não dormem o suficiente e muitas vezes não se sentem revigoradas quando acordam. 

A falta de sono profundo é acompanhada por outros problemas, como fadiga, dificuldade de concentração, alterações de humor e diminuição do desempenho no trabalho, entre diversos outros problemas que impactam diretamente no seu organismo.

No artigo abaixo, preparei uma lista com 7 medicamentos naturais para vencer a insônia. Siga a leitura e confira!

1. Valeriana

A valeriana é uma erva nativa da Ásia e da Europa. Sua raiz é comumente usada como tratamento natural para sintomas de ansiedade, depressão e menopausa.

Mulheres na menopausa e pós-menopausa viram a qualidade do sono e os sintomas do distúrbio do sono melhorarem após tomar valeriana, de acordo com estudos controlados randomizados.

Revisões de literatura mais antigas também relataram que 300-900 mg de valeriana, tomados imediatamente antes de dormir, podem melhorar a qualidade do sono.

2. Magnésio

O magnésio é um mineral envolvido em centenas de processos no corpo humano e é importante para a função cerebral e a saúde do coração.

Além disso, o magnésio pode ajudar a acalmar a mente e o corpo, tornando mais fácil adormecer.

Estudos mostram que o efeito relaxante do magnésio pode ser parcialmente devido à sua capacidade de regular a produção de melatonina. O magnésio é conhecido por relaxar os músculos e induzir o sono.

3. Lavanda

A planta de lavanda pode ser encontrada em quase todos os continentes. Produz flores roxas que, quando secas, têm uma variedade de usos domésticos. Além disso, acredita-se que a fragrância calmante da lavanda melhora o sono.

De fato, vários estudos mostram que simplesmente cheirar o óleo de lavanda pouco antes de dormir pode ser suficiente para melhorar a qualidade do sono. 

Este efeito parece particularmente forte naqueles com insônia leve, especialmente em pessoas jovens.

Leia também::: Benefícios da dieta da longevidade e como ela funciona

4. Maracujá

Maracujá é um medicamento herbal popular para insônia. Os efeitos promotores do sono do maracujá foram demonstrados em estudos

Por exemplo, um estudo em humanos comparou os efeitos de um chá de maracujá com os de um chá placebo feito de folhas de salsa.

Os participantes beberam cada chá cerca de 1 hora antes de dormir por um período de 1 semana, fazendo um intervalo de 1 semana entre os dois chás. 

Cada saquinho de chá foi deixado em infusão por 10 minutos, e os pesquisadores fizeram medições objetivas da qualidade do sono.

Mas, quando os participantes foram solicitados a avaliar sua qualidade de sono, eles avaliaram cerca de 5% mais após a semana do chá de maracujá em comparação com a semana do chá de salsa.

5. Glicina

A glicina é um aminoácido que desempenha um papel importante no sistema nervoso. Estudos mostram que também pode ajudar a melhorar o sono.

Exatamente como isso funciona é não se sabe, mas acredita-se que a glicina atue em parte diminuindo a temperatura corporal na hora de dormir, sinalizando que é hora de desligar.

Você pode aumentar sua ingestão de glicina comendo alimentos ricos no nutriente, incluindo:

  • produtos de origem animal, como carne, ovos, aves e peixes
  • feijões
  • espinafre
  • couve
  • repolho
  • frutas como banana e kiwi

6. Meditação 

Os efeitos positivos da atenção plena no bem-estar estão bem documentados e incluem redução do estresse, aumento da resiliência, melhora do humor e até aumento da imunidade. No entanto, a atenção plena também pode ter um efeito de melhoria no sono.

Um estudo sobre técnicas de atenção plena em pessoas com insônia crônica descobriu que as intervenções de meditação consciente reduziram o tempo total de vigília nas pessoas. Mas os autores do estudo recomendaram a atenção plena como uma alternativa viável de tratamento aos tratamentos tradicionais.

7. Exercício regular

O exercício regular aumenta o bem-estar, o humor e os níveis de condicionamento físico e pode até ajudar as pessoas a ter uma melhor noite de sono. 

Por exemplo, um estudo descobriu que 150 minutos de exercício por semana melhorou significativamente os sintomas de insônia para os participantes e reduziu a depressão e a ansiedade, que têm um efeito indireto no sono.

A atividade física pode ser uma caminhada, natação ou ioga. Exercitar-se ao ar livre também expõe o corpo à luz natural, o que é importante para estabelecer um bom ciclo sono-vigília.

Leia também::: A surpreendente relação entre o sono e a expectativa de vida

Pratique também a higiene do sono

Como dica final, é fundamental praticamos a chamada “higiene do sono” antes de dormir. Para isso, recomenda-se: 

  • ter uma rotina consistente na hora de dormir, o que significa ir para a cama no mesmo horário à noite e levantar no mesmo horário pela manhã, mesmo nos fins de semana
  • evitar telas, notebooks, telefones celulares e TVs pelo menos uma hora antes de dormir
  • manter o quarto escuro e silencioso com luzes totalmente apagadas, cortinas grossas
  • usar o quarto apenas para dormir 
  • certificar-se de que colchões, travesseiros e cobertores são confortáveis
  • evitar álcool, nicotina e bebidas com cafeína à noite
  • tomar um banho quente cerca de 1,5 horas antes de dormir
  • abster-se de comer grandes refeições tarde da noite

Pessoas com insônia podem se beneficiar avaliando seus hábitos e práticas habituais na hora de dormir e incorporando algumas dessas dicas em sua rotina.

E ao aliar um ou mais das dicas de medicamentos naturais para vencer a insônia, tenho certeza que você dormirá cada vez melhor à noite!

Gostou das dicas com medicamentos naturais para vencer a insônia? Então siga também meu canal do Youtube e conheça outras dicas e informações para uma qualidade de vida cada vez melhor!

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Mais do que nunca, envelhecer bem é  uma nova prioridade da saúde. Mas um fator fundamental para isso, e pouco explorado, é a qualidade do sono.

Atrasar ou mesmo reverter o processo de envelhecimento terá benefícios em cascata na prevenção de doenças e na qualidade de vida. 

Em vez de desenvolver uma pílula mágica, os cientistas começaram a examinar comportamentos que podem ser controlados para empurrar a expectativa de vida para frente.

Mas mais que viver mais, é sempre bom lembrar que devemos viver mais e com saúde, para que possamos aproveitar cada de nossas vidas.

E neste aspecto, o sono tem uma relação direta com a expectativa de vida, como explico no artigo abaixo! Vamos conferir???

Por que seu corpo precisa dormir?

O objetivo do sono não é apenas ajudá-lo a se sentir mais revigorado, mas permitir que as células dos músculos, órgãos e cérebro se reparem e se renovem a cada noite. 

O sono também ajuda a regular o metabolismo e a maneira como o corpo libera hormônios. Quando esses processos estão desordenados devido à falta de sono, isso pode aumentar o risco de problemas de saúde.

Embora o sono possa estar afetando seu risco por conta própria, também é possível que um problema subjacente possa estar afetando seu descanso. 

Por exemplo, sono insatisfatório está relacionado a doenças cardíacas e obesidade. Mas, também pode ser que doenças cardíacas pré-existentes e obesidade estejam causando problemas respiratórios como apneia do sono, que está afetando negativamente seu sono e, como resultado, sua saúde geral e longevidade.

Dormir muito pouco também o coloca em risco de se envolver em acidentes potencialmente fatais. 

Um estudo de 2014 descobriu que dormir seis horas por noite aumenta o risco de ter um acidente de carro em 33% em comparação com dormir sete ou oito horas por noite. 

Os pesquisadores concluíram que 9% de todos os acidentes com veículos motorizados podem ser atribuídos a pessoas que dormem menos de sete horas por noite.

Leia também::: Aprenda como o envelhecimento é diferente para homens e mulheres

Riscos do sono excessivo

Não é apenas dormir pouco que pode ser prejudicial. Dormir demais também pode ser um sinal de problemas de saúde. 

Em um estudo, dormir por um longo período — que foi caracterizado como mais de 10 horas por noite — foi associado a doenças psiquiátricas e IMC mais alto. Mas não a outras condições médicas crônicas relacionadas a pouco sono.

Outro estudo analisando mais de 30.000 pessoas descobriu que dormir nove ou mais horas por noite tinha uma incidência aumentada de derrame de 23% em comparação com aqueles que dormiam de sete a oito horas por noite. 

Aqueles que dormiram mais de nove horas e cochilaram por mais de 90 minutos durante o dia tiveram um risco 85% maior de derrame.

A necessidade regular de horas extras de sono pode ser um sinal de que algo está errado. A sonolência excessiva pode ser causada pela má qualidade geral do sono de muitas causas potenciais, como distúrbios do sono ou apneia. Nesse caso, você deve consultar um médico para examinar seus hábitos de sono.

A ingestão de álcool à noite também pode perturbar o sono normal e resultar em má qualidade do sono.

Além disso, dormir muito (ou muito pouco, ou acordar de manhã cedo) pode ser resultado de depressão. 

Às vezes, sintomas mais evidentes de depressão não estão presentes. Por isso, explorar essa possibilidade com um profissional de saúde é importante.

Quanto dormir para uma longevidade saudável?

A pesquisa indica que o ponto ideal para a duração do sono é de sete a oito horas por noite. No entanto, a quantidade de que uma pessoa precisa pode variar de indivíduo para indivíduo.

Em um estudo, os pesquisadores acompanharam mais de 21.000 gêmeos por mais de 22 anos. Eles fizeram perguntas sobre os hábitos de sono dos gêmeos e avaliaram sua longevidade. 

Os gêmeos são ótimos objetos de pesquisa porque a maioria deles cresce no mesmo ambiente e tem a mesma composição genética ou similar. 

Por causa disso, os pesquisadores podem isolar o impacto de um comportamento (digamos, a duração do sono) em um resultado (como longevidade).

Os participantes foram questionados no início e no final do estudo. As questões diziam respeito à duração do sono, uso de medicamentos para dormir e qualidade do sono.

Além disso, os pesquisadores descobriram que se as pessoas dormissem menos de sete horas por noite ou mais de oito horas por noite, elas teriam um risco aumentado de morte (24% e 17%, respectivamente). 

O uso de medicamentos para dormir, que indicam problemas, também aumenta o risco de mortalidade em cerca de um terço. 

Leia também::: Seus genes estão fazendo você envelhecer?

Priorize o seu sono

Mas como fica claro por meio de diversos estudos, o sono tem um impacto fundamental em nossa qualidade de vida e também para uma longevidade saudável.

Assim como não devemos dormir de menos, também não devemos dormir muito. Nosso organismo foi adaptado ao longo de vários e vários anos para dormirmos entre 7 e 8 horas por noite, e respeitar isso é fundamental.

Por isso, devemos dar toda a importância para um sono tranquilo e revigorante! Espero que tenham gostado do artigo e, para mais dicas e muita informação para uma melhor qualidade de vida, siga meu canal do Youtube

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Entenda a relação entre ritmo circadiano e câncer https://dramarynalandim.com.br/entenda-a-relacao-entre-ritmo-circadiano-e-cancer/ https://dramarynalandim.com.br/entenda-a-relacao-entre-ritmo-circadiano-e-cancer/#respond Fri, 20 Aug 2021 13:08:57 +0000 https://dramarynalandim.com.br/?p=984 O ritmo circadiano descreve o ciclo de aproximadamente 24 horas em que muitos de nossos processos de sustentação da vida operam.  Em humanos, como em todos os animais, os ritmos circadianos regulam centenas de atividades, desde os padrões de sono até a temperatura corporal e a digestão. Por exemplo, a vida nas sociedades industrializadas pode […]

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O ritmo circadiano descreve o ciclo de aproximadamente 24 horas em que muitos de nossos processos de sustentação da vida operam. 

Em humanos, como em todos os animais, os ritmos circadianos regulam centenas de atividades, desde os padrões de sono até a temperatura corporal e a digestão.

Por exemplo, a vida nas sociedades industrializadas pode causar estragos nos ciclos circadianos naturais, que são mais fortemente influenciados pelas mudanças na luz que ocorrem ao longo do dia. 

A resposta natural do corpo ao desbotamento da luz do dia, por exemplo, pode ser perturbada por um estilo de vida que envolve uma exposição considerável à luz durante a noite. 

Perturbações crônicas dos ritmos circadianos naturais têm sido associadas a um aumento em uma variedade de distúrbios, incluindo câncer. 

Aliás, estudos demonstraram que o desenvolvimento do câncer está intimamente relacionado à perda do equilíbrio circadiano em como queimamos energia, respondemos a infecções e doenças e à idade.

Leia também::: Conheça a importância da higiene do sono

O ritmo circadiano no nosso corpo

A saber, os ritmos circadianos estão continuamente em ação dentro das células individuais, controlando como elas crescem, se dividem, metabolizam os nutrientes, reparam os danos ao seu DNA e desempenham uma série de outras funções. 

Além disso, anormalidades nessas áreas estão entre as principais características do câncer, e há evidências crescentes de que as interrupções de longo prazo dos ritmos circadianos podem aumentar o risco de desenvolver câncer em alguns indivíduos. 

Como resultado, os cientistas começaram a explorar como podemos potencialmente aproveitar a maquinaria circadiana das células para melhorar o tratamento do câncer.

Um estudo recente mostra a promessa dessa abordagem. Os cientistas mostraram que compostos que têm como alvo dois componentes proteicos do relógio circadiano podem matar vários tipos de células cancerosas.  E isso ocorre sem afetar as células normais.

Uma segunda série de experimentos mostrou que os compostos também mataram um tipo de células senescentes. Elas são células pré-cancerosas que pararam de crescer devido a uma mutação causadora do câncer.

O estudo destaca como os ritmos circadianos e a biologia do câncer se cruzam. Como esses dois campos são importantes um para o outro e como podemos começar a explorar essa relação para direcionar os cânceres.

Ciclo circadiano e câncer

Outro estudo sobre melanoma descobriu quando o ritmo circadiano nas células tumorais era prejudicado. Por exemplo, na baixa atividade de certos genes, o tratamento com drogas capazes de melhorar esse ritmo produzia uma desaceleração no crescimento do tumor.

Os ritmos circadianos influenciam não apenas o funcionamento interno das células, mas também a eficácia dos agentes medicamentosos. 

Como os ritmos circadianos costumam ser interrompidos em pacientes com câncer, pode ser importante adaptar o tratamento aos ritmos exclusivos de cada paciente. 

Além disso, uma abordagem é ajustar a administração do medicamento contra o câncer usando bombas programáveis ​​ou formulações que liberam o medicamento em momentos específicos. 

Essas técnicas podem tornar os medicamentos mais fáceis de tolerar e, em alguns casos, prolongar a sobrevida, descobriram os pesquisadores.

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Durma bem à noite

Portanto, não negligencie suas horas de sono, vá para a cama mais cedo e aproveite ao máximo à noite para descansar e permitir que seu corpo se auto-regule por meio do ritmo circadiano.

Elimine também toda e qualquer luz artificial que possa ter no seu quarto, tornando esse espaço de dormir como eram as “cavernas” de nossos acentrais. Assim seu cérebro entenderá que o momento é de descanso.

Espero que tenha compreendido a relação entre ritmo circadiano e câncer, e como isso interfere em sua produção hormonal. E para aprofundar mais o conhecimento, confira também o vídeo que gravei para meu canal no Youtube e que falo sobre o tema.

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