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Genética e doenças auto-imunes: existe relação?

Por quantas vezes já ouvimos das pessoas sobre a causa de alguma doença auto-imune ser genética?

Essa co-relação vem acompanhada de uma longa explicação sobre outras pessoas da família também sofrerem com doenças parecidas.

Mas, será que a tendência genética é uma sentença e não há nada ao nosso alcance para evitar essas condições?

Muitas vezes, a resposta pode estar no estilo de vida.

Nas próximas linhas, vou abordar como a genética e as doenças auto-imunes estão relacionadas.

As mudanças no estilo de vida

Embora estejamos vivendo tempos tecnológicos e modernos, em que tudo é acelerado, nosso organismo como um todo continua adaptado para a vida nas condições adversas que eram a realidade de milhares de anos atrás.

A evolução biológica não dá conta de acompanhar o nosso passo enquanto sociedade.

Nosso organismo está programado biologicamente há muitas gerações para estocar açúcar, passar horas sem comer e sempre estar em movimento.

Mas, não precisamos olhar tantos mil anos atrás para entender esse processo.

As doenças auto-imunes passaram a ser mais frequentes de algumas décadas para cá.

Não apenas o número de diagnósticos aumentou, como também a sua incidência.

É incomum ouvirmos de nossos avós sobre a ocorrência de alergias e intolerâncias quando eles eram mais jovens. Assim como poucos deles manifestaram algum quadro alérgico.

O que explica isso? Sem dúvidas, o fato de que a alimentação deles era muito mais natural do que hoje em dia.

É por isso que precisamos estar cientes de que nenhum gene é atestado de doença.

A relação com as doenças autoimunes

Colocamos para dentro do organismo cada vez mais alimentos processados e repletos de aditivos químicos. Sobrecarregamos nosso corpo com moléculas que o sistema imune não é capaz de reconhecer.

As moléculas desses alimentos, portanto, não são digeridos pelas enzimas no estômago e acabam chegando até o intestino. Por lá, também não são absorvidas pelas paredes intestinais devido à sua estrutura, o que coloca nosso sistema imunológico em alerta.

Entre os alimentos, podemos citar o leite de vaca, o açúcar refinado, o glúten e diversos vegetais que estão repletos de agrotóxicos.

Ocorre que as células de defesa do organismo acabam constantemente estimuladas ao ataque e destruição dos corpos estranhos.

Assim, quando existe uma predisposição genética para uma doença autoimune, o sistema imunológico é tão estimulado que aumenta as chances de confundir as células invasoras com as células que constituem nossos órgãos.

As doenças autoimunes podem se manifestar em diversos órgãos, de diferentes formas.

Algumas delas são: lúpus, doença da tireoide, artroses, artrites e esclerose múltipla.

Infelizmente, essas doenças são sistêmicas. Ou seja, quando uma delas se desenvolve, outras podem aparecer.

No entanto, nenhuma doença é uma sentença!

Ao mudarmos nossos hábitos de vida, podemos simplesmente silenciar a tendência genética que predispõe a doença autoimune.

Atualmente, temos estudos demonstrando como o estilo de vida afeta nossos genes. O estudo, realizado na Finlândia, comprovou que os maus hábitos podem levar a expressar doenças que outras pessoas da família não expressaram.

Assim, podemos ter perfeita noção que hábitos de vida saudáveis trazem imensos benefícios à nossa saúde. Além de melhorar a sua disposição no dia a dia, ainda aumentam a possibilidade de viver por longos anos com muito mais qualidade.

Nunca é tarde para mudar os hábitos. Espero ter esclarecido a relação entre genética e doenças auto-imunes.

Para saber mais, assista ao vídeo abaixo e aproveite para se inscrever no meu canal do YouTube.